de humor, colmédia, e ruptura de dna através de um soco.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

flora oeste

temperamento unidimensional para coisas pérfidas,
e um kg de muita merda fresca, pra poder cultivar seu jardim, de macadâmias.
na flora oeste,
de seu intestino,
digerindo, a fala, digerindo a lama.

0 consubstânciamento(s):

estante suja em pó

BARGANHA ------------------ondetivermaiscoraçãoeusigo-----------------------------

(...)"Eu quero chafurdar na dor desse ferro enfiado fundo na minha garganta seca que só umedece com vodca, me passa o cigarro, não, não estou desesperada, não mais do que sempre estive, nothing special, baby, não estou louca nem bêbada, estou é lúcida pra caralho e sei claramente que não tenho nenhuma saída, ah não se preocupe, meu bem, depois que você sair tomo banho frio, leite quente com mel de eucalipto, ginseng e lexotan, depois deito, depois durmo, depois acordo e passo uma semana a banchá e arroz integral, absolutamente santa, absolutamente pura, absolutamente limpa, depois tomo outro porre, cheiro cinco gramas, bato o carro numa esquina e ligo para o CVV às quatro da madrugada e alugo a cabeça dum pana qualquer choramingando coisas do tipo preciso-tanto-de-uma-razão-para-viver-e-sei-que-essa-razão só-está-dentro-de-mim-bababá-bababá e me lamurio até o sol pintar atrás daqueles edifícios sinistros, mas não se preocupe, não vou tomar nenhuma medida drástica, a não ser continuar, tem coisa mais autodestrutiva do que insistir sem fé nenhuma?” (...) (caio fernando abreu)

... E ainda assim eu tinha consciência de que o que eu via não era tão simples e nem bonito como aparentava ser. Havia um preço a ser pago por aquilo tudo, uma falsidade generalizada na qual facilmente se poderia acreditar e que poderia ser o primeiro passo para um beco sem saída.(...) (Charles Bukowski)

Escrevo. E pronto. Escrevo Porque preciso, Preciso Porque Estou Tonto. Ninguém tem nada com isso. Escrevo porque hoje amanhace, e as estrelas la no céu, lembram letras no papel. Quando o poema me anoitece, a aranha tece teias. O peixe beija o mar e morde o que vê. Eu escrevo apenas, TEM QUE TER PORQUÊ? (Paulo Leminski)