quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

pé d' cabeza

estou tentando girar o quadril, disse a pequena j.
e forçava para todos a lados o quadril,
estou tentando fazer com que o rinoceronte entre dentro da minha pele,
no técido de dentro,
ele fica me olhando, de longe, e se movendo , quero tanto, esse rinoceronte em minha pele,
quero tanto a pele, a pele, pele-ele-ele-ele.
ele não sabe voar, e eu me chamo j. que tem os pés na cabeça,
j. que nunca soube dar um salto, j. que nunca saiu do chão,
j. que não alimenta nada,nem uma plantinha, além de sua barriguinha faminta, pela pele.
pela-pele-ele-ele-ele, -porque ele não entra em mim mãezinha? diz pra mim!!!
mãezinha, eu preciso brincar de tarde.
ele precisa saber de algo meu-eu-eu-eu, mas ele não tem fé,
ele olha pra baixo,eu também num tenho não? eu também curvo o corpo procurando meus pés... quando vejo ele... porque-porque-porque mãezinha?
mãezinha sabe que eu nunca fui boa em tirar , substituir nada, ninguém, nem
meu lençol que era da minha vózinha...
ai mãezinha, essas coisas doem do lado de cá, digo, do lado de cá, aqui ó, com a ponta dos dedos, aqui ó , toca esse lado, põe a mão encima mãezinha, ele bate,
tem um ritmo.
de repente... esse que bate, te torna uma criança, e você
já foi longe demais, de resto, deita,
antes de dormir, conversa com o som, desse que bate.

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