quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
só cai quem voa
Postado por
sabrina menedotti
por: Clarah Averbuck
então combinamos de fazer mil coisas, era evidente que daria tudo tão certo, era tão bonito, tínhamos uma espécie de telepatia, pensávamos as mesmas coisas, compartilhávamos a mesma visão de mundo, de tudo. no começo ficamos assustados, ninguém viu como aconteceu e era demais, enorme, tudo muito forte, tudo incontrolável, tão certo, tão bonito. fizemos todos os pequenos planos, planos de amorzinho, planos de viver o trivial. ele exercia sobre mim um fascínio enorme, eu ficava hipnotizada, leve, parva, encantada. esqueci o resto do mundo, era só ele, ele, ele. eu achava que isso nunca mais aconteceria, igualzinho à primeira vez.
mas ele tinha medo, ele era um menino que acreditava ter uma vasta experiência na vida e no sofrimento, como todo menino acredita. eu dizia que ele precisava viver, que precisava se arriscar, que o que vale na vida é o sangue correndo nas veias. aos poucos ele foi se entregando pra mim sem notar e foram os meses mais lindos dessa vida, mesmo com toda a juventude e a insegurança e o medo e a fragilidade que nunca cediam. eu achava chegaria o momento em que ele conseguiria se ver como realmente é, único, raro, genial, o melhor.
ele não me deixava ir e não conseguia vir. nunca. uma vez. duas. três. sempre havia alguma coisa errada. fiquei inquieta. aquilo me consumia. precisava dele. queria precisar dele. ele precisava de mim também. era quase um vício inevitável, só crescia e tomava conta de tudo.
eu precisava que fosse real.
fiquei doente. ele também.
ele não vinha nunca. nunca. nunca.
aí ele ficou triste. se afastou. senti que ele ia embora. tentei impedir. não consegui.
ele nunca veio.
ele não conseguiu ver futuro comigo, ele não conseguiu ver nada. escolheu ficar com uma lá que firmava os pés dele no chão. no chão eu não sei ficar, sempre disse que só cai quem voa.
voei e me estabaquei.
foi tão perto, tão pertinho, tão quase.
ele não conseguiu tentar.
ficamos sem romance, sem começo e sem ponto final
então combinamos de fazer mil coisas, era evidente que daria tudo tão certo, era tão bonito, tínhamos uma espécie de telepatia, pensávamos as mesmas coisas, compartilhávamos a mesma visão de mundo, de tudo. no começo ficamos assustados, ninguém viu como aconteceu e era demais, enorme, tudo muito forte, tudo incontrolável, tão certo, tão bonito. fizemos todos os pequenos planos, planos de amorzinho, planos de viver o trivial. ele exercia sobre mim um fascínio enorme, eu ficava hipnotizada, leve, parva, encantada. esqueci o resto do mundo, era só ele, ele, ele. eu achava que isso nunca mais aconteceria, igualzinho à primeira vez.
mas ele tinha medo, ele era um menino que acreditava ter uma vasta experiência na vida e no sofrimento, como todo menino acredita. eu dizia que ele precisava viver, que precisava se arriscar, que o que vale na vida é o sangue correndo nas veias. aos poucos ele foi se entregando pra mim sem notar e foram os meses mais lindos dessa vida, mesmo com toda a juventude e a insegurança e o medo e a fragilidade que nunca cediam. eu achava chegaria o momento em que ele conseguiria se ver como realmente é, único, raro, genial, o melhor.
ele não me deixava ir e não conseguia vir. nunca. uma vez. duas. três. sempre havia alguma coisa errada. fiquei inquieta. aquilo me consumia. precisava dele. queria precisar dele. ele precisava de mim também. era quase um vício inevitável, só crescia e tomava conta de tudo.
eu precisava que fosse real.
fiquei doente. ele também.
ele não vinha nunca. nunca. nunca.
aí ele ficou triste. se afastou. senti que ele ia embora. tentei impedir. não consegui.
ele nunca veio.
ele não conseguiu ver futuro comigo, ele não conseguiu ver nada. escolheu ficar com uma lá que firmava os pés dele no chão. no chão eu não sei ficar, sempre disse que só cai quem voa.
voei e me estabaquei.
foi tão perto, tão pertinho, tão quase.
ele não conseguiu tentar.
ficamos sem romance, sem começo e sem ponto final
cfa-3
Postado por
sabrina menedotti
Discretamente, enviei sinais de socorro aos amigos. Ninguém ajudou. Me virei sozinho. Isso me endureceu um pouco mais. Não foi só você, não. Foram também pessoas até mais íntimas, (…) me virei sozinho com enormes dificuldades. Não me lamuriei. Mas preciso que as pessoas saibam que isso doeu — exatamente porque algumas destas pessoas (…) importam para mim.
jeito
Postado por
sabrina menedotti
pele de ovo do dragão cuspindo
arroz e salada,
falta feijão em sua mesa,
se faltar mais alguma coisa,
não meça
peça ,
faça, me diga
porque de pele a gente sente
tudo que nada
fim.
arroz e salada,
falta feijão em sua mesa,
se faltar mais alguma coisa,
não meça
peça ,
faça, me diga
porque de pele a gente sente
tudo que nada
fim.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
mind
Postado por
sabrina menedotti
porque na sua cabeça
a saúde-bondade
fica em ultimo lugar
e a maldade
estampa
a ponta de lança do seu boi enfeitado.
a saúde-bondade
fica em ultimo lugar
e a maldade
estampa
a ponta de lança do seu boi enfeitado.
ind
Postado por
sabrina menedotti
indignada, digo
como qualquer forma, causa em um espaço
o tempo certo, para descobrir, o vulto
de alguém que se dizia sombra.
como qualquer forma, causa em um espaço
o tempo certo, para descobrir, o vulto
de alguém que se dizia sombra.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
cfa-2
Postado por
sabrina menedotti
Uma coisa que eu aprendi na vida:
Deus não te tira as coisas, Ele te livra delas.
Deus não te tira as coisas, Ele te livra delas.
fimparaiso
Postado por
sabrina menedotti
volta carnaval
pé inchado, sozinho,
no meio de tanto barulho, borbulho na mente,
porque tem gente que grita: sim!
digo, atravesso a ponte sem sombra magra nem nada,
sou do tipo, que não é, sendo assim-assado,
batom já todo borrado, acabou frô, acabou,
parte pra outra
que só tu sabe, onde
o sapato aperta.
pé inchado, sozinho,
no meio de tanto barulho, borbulho na mente,
porque tem gente que grita: sim!
digo, atravesso a ponte sem sombra magra nem nada,
sou do tipo, que não é, sendo assim-assado,
batom já todo borrado, acabou frô, acabou,
parte pra outra
que só tu sabe, onde
o sapato aperta.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
amigo da onça negra
Postado por
sabrina menedotti
um rapaz ouviu um batuque lá longe, e quis saber
quem era o nego que tava tocando,
mas o batuque chiava até produzir sons palavras,
cada batucada: uma letra de canção,
mazela... fica esperto pra que o som saia ligeiro,
porque tem neguinho querendo roubar
teu sapateado.
quem era o nego que tava tocando,
mas o batuque chiava até produzir sons palavras,
cada batucada: uma letra de canção,
mazela... fica esperto pra que o som saia ligeiro,
porque tem neguinho querendo roubar
teu sapateado.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
cfa
Postado por
sabrina menedotti
"Às vezes me lembro dele. Sem rancor, sem saudade, sem tristeza. Sem nenhum sentimento especial a não ser a certeza de que, afinal, o tempo passou. Nunca mais o vi, depois que foi embora. Nunca nos escrevemos. Não havia mesmo o que dizer. Ou havia? Ah, como não sei responder as minhas próprias perguntas! É possível que, no fundo, sempre restem algumas coisas para serem ditas. É possível também que o afastamento total só aconteça quando não mais restam essas coisas e a gente continua a buscar, a investigar — e principalmente a fingir. Fingir que encontra. Acho que, se tornasse a vê-lo, custaria a reconhecê-lo"
farpas
Postado por
sabrina menedotti
jogamos dados imaginários
ele apostou em cara
eu apostei em coroa
mas a moeda subiu tão alto que desapareceu,
eu prum lado
ele pro outro,
que seja assim,
além dos retrovisores: nada.
ele apostou em cara
eu apostei em coroa
mas a moeda subiu tão alto que desapareceu,
eu prum lado
ele pro outro,
que seja assim,
além dos retrovisores: nada.
hotel chevalier
Postado por
sabrina menedotti
"aconteça o que acontecer eu não quero te perder como amigo"
"prometo, nunca serei seu amigo, não importa o que...nunca"
"trepamos hoje e vou me sentir pessima amanhã."
"pra mim está tudo bem."
" eu te amo, nunca te machuquei de proposito"
" eu não me importo"
Natalie & Jason
2007, The Darjeeling Limited
"prometo, nunca serei seu amigo, não importa o que...nunca"
"trepamos hoje e vou me sentir pessima amanhã."
"pra mim está tudo bem."
" eu te amo, nunca te machuquei de proposito"
" eu não me importo"
Natalie & Jason
2007, The Darjeeling Limited
domingo, 12 de fevereiro de 2012
burrice no picadeiro
Postado por
sabrina menedotti
cisco no olho do palhaço
a maquilage borrou toda
tadinho,
ele era mesmo, um menino,
palhaço véio é malandro,
presenteia a dama com uma flor
a maquilage borrou toda
tadinho,
ele era mesmo, um menino,
palhaço véio é malandro,
presenteia a dama com uma flor
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
rastapé
Postado por
sabrina menedotti
silêncio total, a garça é uma ave
que não voa de asa quebrada,
se você perceber, que sua língua é macia,
você pode fazer algo em formato de u - na língua,
e soprar sem muita força, e da pra tirar o som de quando
o javali abana o rabo.
todos esses animais, aqui no zoo estão sentindo
que de alguma forma, o mundo inteiro não vai parar
para observar o sorriso dos olhos dos macacos,
espertinhos... (HOMOEVOLUTION)
ninguém quer sentir cheiro de terra enquanto tenta odiar,
os animais, por ser metade-deles.
esse humanoanimal faz assim: rosna enquanto dorme, a gente diz: snore
ele não tem tempo para agasalhar suas cantigas de roda e dizer:
fazendo valer, a vida não vale nada?
ô engano nosso...
quem procura não tem cura,
duvide é mais bonito, até.
que não voa de asa quebrada,
se você perceber, que sua língua é macia,
você pode fazer algo em formato de u - na língua,
e soprar sem muita força, e da pra tirar o som de quando
o javali abana o rabo.
todos esses animais, aqui no zoo estão sentindo
que de alguma forma, o mundo inteiro não vai parar
para observar o sorriso dos olhos dos macacos,
espertinhos... (HOMOEVOLUTION)
ninguém quer sentir cheiro de terra enquanto tenta odiar,
os animais, por ser metade-deles.
esse humanoanimal faz assim: rosna enquanto dorme, a gente diz: snore
ele não tem tempo para agasalhar suas cantigas de roda e dizer:
fazendo valer, a vida não vale nada?
ô engano nosso...
quem procura não tem cura,
duvide é mais bonito, até.
return to z
Postado por
sabrina menedotti
era uma pedaço de madeira, que tinha origem em um aço,
a tabela periodica, era uma puta!
ela não sabia, gritar, nem julgava: agressividade, vinda
da bula.
olha voCê pode até saber, que se esquecer um pouco de pensar,
vai ver.
enxergar é mais que? não porque plutão ja está mirando o pênis solar,
todos os astros agora sussurando baixinho inho inho: orbita!
porque você vai cansar agora?
você deveria dá o fora!
você sabia?
não, aposto que tudo que você não sabe, não sei, não sou...
voltou tudo de novo,
e amanhã tudo de novo,
será novo.
não há mais possibilidades de return,
return acontece agora...
quando falo, sem tempo-hora,
o espaço dorme
de mim 'tempo'
existo?
ela me pede um beijo,diz que eu moro em seu cu-raçãozinho...
e que a ligação da gente vem das estrelas biz,
mas o retrato malfalado, estilo BANG BANG vem da lógica
essa mesma dos astros, que dizem: hoje você encontra um amor na esquina,
e macabéia morreu logo ali, com vestido de noiva, linda, toda ela
pura-santa , pelo prazer do mundo e dos principes desencantados,
olhamigo,
essa é a nossa situação pra hoje,
aposta ai, que se tu perder, vai ter mais lucro,
o jogo é esse,
jogar-se de uma existencia contra a sua existencia.
ir,
de ir,
de ir sem mais de ficar,
jardim do meu quintal, seco,
preciso aguinha regar tudo,
nascer, já morreu demais.
a tabela periodica, era uma puta!
ela não sabia, gritar, nem julgava: agressividade, vinda
da bula.
olha voCê pode até saber, que se esquecer um pouco de pensar,
vai ver.
enxergar é mais que? não porque plutão ja está mirando o pênis solar,
todos os astros agora sussurando baixinho inho inho: orbita!
porque você vai cansar agora?
você deveria dá o fora!
você sabia?
não, aposto que tudo que você não sabe, não sei, não sou...
voltou tudo de novo,
e amanhã tudo de novo,
será novo.
não há mais possibilidades de return,
return acontece agora...
quando falo, sem tempo-hora,
o espaço dorme
de mim 'tempo'
existo?
ela me pede um beijo,diz que eu moro em seu cu-raçãozinho...
e que a ligação da gente vem das estrelas biz,
mas o retrato malfalado, estilo BANG BANG vem da lógica
essa mesma dos astros, que dizem: hoje você encontra um amor na esquina,
e macabéia morreu logo ali, com vestido de noiva, linda, toda ela
pura-santa , pelo prazer do mundo e dos principes desencantados,
olhamigo,
essa é a nossa situação pra hoje,
aposta ai, que se tu perder, vai ter mais lucro,
o jogo é esse,
jogar-se de uma existencia contra a sua existencia.
ir,
de ir,
de ir sem mais de ficar,
jardim do meu quintal, seco,
preciso aguinha regar tudo,
nascer, já morreu demais.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
aime
Postado por
sabrina menedotti
du tout amor não vivo,
sufoco o riso,
continuo leve,
sofrodor,
mas não me negue,
que o carnaval bateu na porta e me chamou...
você ouviu, num tava surdo,
esqueceu de me avisar,
corri , fui consultar o calendário
pra não abestalhar,
e foi assim,
agora
espero-chegar.
sufoco o riso,
continuo leve,
sofrodor,
mas não me negue,
que o carnaval bateu na porta e me chamou...
você ouviu, num tava surdo,
esqueceu de me avisar,
corri , fui consultar o calendário
pra não abestalhar,
e foi assim,
agora
espero-chegar.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
citoplasma
Postado por
sabrina menedotti
vou começar a curar seus olhos com chá de telhado,
da água que a chuva deixa encima da cama,
para que um dia desses, você suba no teto,
abra a boca, e engula a luz da lua com as mãos,
depois você pode devorar o de dentro,
que só você conhece, que só você cura...
da água que a chuva deixa encima da cama,
para que um dia desses, você suba no teto,
abra a boca, e engula a luz da lua com as mãos,
depois você pode devorar o de dentro,
que só você conhece, que só você cura...
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
natural emotion
Postado por
sabrina menedotti
no dia em que sentir uma emoção natural
me jogo no oceano...
♥
me jogo no oceano...
♥
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
SABRINA!
Postado por
sabrina menedotti
Por Raphael Von sohsten y Vive la fête
(Mardi, lundi, jeudi und whisky
Mardi, lundi, jeudi und whisky...)
Touts les nuits tu me trouves dans la cantina
'Asperina' le nom de la cantina
Mon petits nom de mes amis la c'est Sabrina
Sabrina de cantina
Asperina pour Sabrina
(Mardi, lundi, ils rends plus
Eins, zwei, drei, vier)
Touts les nuits tu me trouves dans la cantina
'Asperina' le nom de la cantina
Mon petits nom de mes amis la c'est Sabrina
(Sabrina, Sabrina)
Sabrina de cantina
(Sabrina...)
Oehh, que c'est une absurdité
Oehh, ce n'est pas la vérité.
Je danse le danse!
(Mardi, lundi, jeudi und whisky
Mardi, lundi, jeudi und whisky...)
Touts les nuits tu me trouves dans la cantina
'Asperina' le nom de la cantina
Mon petits nom de mes amis la c'est Sabrina
Sabrina de cantina
Asperina pour Sabrina
(Mardi, lundi, ils rends plus
Eins, zwei, drei, vier)
Touts les nuits tu me trouves dans la cantina
'Asperina' le nom de la cantina
Mon petits nom de mes amis la c'est Sabrina
(Sabrina, Sabrina)
Sabrina de cantina
(Sabrina...)
Oehh, que c'est une absurdité
Oehh, ce n'est pas la vérité.
Je danse le danse!
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
cada linha
Postado por
sabrina menedotti
entorto contorcendo
seus olhos,
esqueço a luz que vem deles,
penso em você- e não penso
lembro você e penso...
fico pensando, de novo se isso foi lembrar-pensar?
o que foi?
mas o brilho dos seus olhos,
me fez sentir que minha pele
mudou de cor,
quando suspirei por mim mesma
onde?
♥
seus olhos,
esqueço a luz que vem deles,
penso em você- e não penso
lembro você e penso...
fico pensando, de novo se isso foi lembrar-pensar?
o que foi?
mas o brilho dos seus olhos,
me fez sentir que minha pele
mudou de cor,
quando suspirei por mim mesma
onde?
♥
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